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Como ser um noobie dos Infernos!

Posted in Nerdisses com as tags on 14/07/2008 by Sant'

Primeiro post de nerdisses, galera. Pois bem, hoje, Domingo, estava eu em casa sem muito o que fazer e resolvi matar meu openSUSE e instalar o Arch. Depois de jogar GuSTop com a Alice e o Rodrigo, enfim fui realizar minhas ações. Peguei meu pen-drive, pluguei-o na USB, e, pelo openSUSE, acessei minha partição do Windows para dar o seguinte comando:

root:opensuse# dd if=archlinux-2008.06-core-i686.img of=/dev/sda

Vamos lá. O comando dd vai copiar algo e vai “colá-lo” em outro lugar, basicamente. Pois bem, ao fazer isso, eu pegava todo o conteúdo da imagem-usb do Instalador do Arch Linux e passava-o para meu pen-drive! E que diabos isso tem a ver com noobice? Simples. Há algum tempo, o Linux, com a libata, deixou de lado a nomeclatura

hda -> IDE1 Master (MBR)
hda1 -> IDE1 Master (Partição 1)
hdb -> IDE1 Slave (MBR)
hdb2 -> IDE1 Slave (Partiçao 2)

Para adotar esta, já usada em dispositivos “SCSI” (Pen-drives, SATA, etc…):

sda -> IDE1 Master (MBR)
sda1 -> IDE1 Master (Partição 1)
sdb -> IDE1 Slave (MBR)
sdb2 -> IDE1 Slave (Partiçao 2)

Antigamente, meu pen-drive era reconhecido como /dev/sda, no Arch Linux. Pois bem, como eu disse, no openSUSE, a mudança já havia sido realizada. No Arch, como eu uso o parametro ide-legacy para o Kernel, continua a nomenclatura antiga.

Sim, caro leitor, eu destruí meu HD Primário, pois, como pode-se ver no comando passado no início da postagem, eu passei como of o /dev/sda ( /dev = Diretório de Dispositivos; sda = Dispositivo) e, sendo assim, destruí TODO o conteúdo do HD sda para pôr uma imagem de 300MB do Arch Linux.

Mas não fica por aí! Eu tentei recuperar com o TestDisk e o GPart, até consegui acessar meus antigos arquivos, porém, como esta instalação do Windows já tava começando a ficar pesadinha e gambiarrenta, resolvi deixar de lado e a reinstalei. Pois bem, agora vou ensinar um truque para largar de ser noobie: Antes de executar qualquer comando, lembre-se de antes checar CADA parâmetro passado, pois se eu tivesse dado um “cfdisk /dev/sda” eu poderia confirmar que naquele dispositivo havia a partição sda1 que continha muitos arquivos meus.

root:opensuse# dd if=archlinux-2008.06-core-i686.img of=/dev/sdc

Este seria o comando com o parâmetro correto, e foi o que fiz antes de conseguir destruir tudo completamente.

Agora com uma instalação “fresquinha”, vou aproveitá-la para tentar recuperar a parte relevante do que perdi antes que o Windows comece a se amotinar.

See Ya!